5 maneiras de se preparar para ‘Gilmore Girls: A Year in the Life’

Ando sumida por um motivo: maratona de Gilmore Girls! Dia 25 já tá aí e nesse momento estou começando a 7ª temporada! 😀

Fonte: IMDb

Fonte: IMDb

Minha paixão pela família Gilmore não é de hoje. Só fui ter TV à cabo em casa depois que estava na faculdade, então quando estava na fase pré-adolescente/adolescente o jeito que tinha de ver seriados era na TV aberta mesmo. Lembro-me de passar vários sábados à tarde assistindo Tal Mãe e Tal Filha (nome que a série tinha no SBT) e Everwood. Domingo de manhã era dia de assistir The O.C. e Smallville.

Todo esse momento nostalgia proporcionado pela Netflix, que teve início no começo desse ano com Fuller House, merece um post especial, certo?

Pensando nisso, resolvi então fazer uma listinha (quem sou eu sem listas?) pra conter a ansiedade. São só cinco passos que sinto que farão com que esses dias passem voando.

Passo 1: Maratonar a série, ainda dá tempo. Calcule comigo: são 153 episódio divididos em 7 temporadas. As temporadas em média tem 22 episódios, certo? Considerando uma média de 40 minutos por episódio (são um pouquinho mais, mas depois isso compensará na conta).
Se você assistir em sequência é possível ver 3 episódios em 2 horas (2 horas = 120 minutos, 40×3=120), ou seja, é possível ver meia temporada em um dia (com 8 horas de dedicação, claro | 1,5 episódio por hora x 8 = 12), em 14 dias é possível terminar a tempo. 😉

Não anima? Tudo bem, a Netflix resumiu cada temporada em vídeos de 1 minuto

Passo 2: Que tal Pop Tarts caseiras?
As rainhas do junkfood, vão invejar a sua disposição em fazer esse doce americano, que elas amam a propósito. São poucos ingredientes, nem é tão difícil de fazer e o recheio vai da sua criatividade/orçamento/animação.

Passo 3: Esse produtinhos da série pra levar com você o tempo todo. Estas são algumas das coisas legais que eu achei por aí: moletons fofos que tem lá na Oba! Shop (nunca comprei lá, mas me parece confiável, tem camisetas, bottons e ecobags também), essa camiseta fofa na Chico Rei (tem a caneca também, já comprei lá um monte de vezes e nunca tive problemas graves) ou ainda essa capa de livro da Cheia de Fusquinha (já estou encomendando a minha).

Passo 4: Ouvir a melhor playlist dos últimos tempos (que eu descobri graças à Luísa, obrigada). Foi feita pela Warner em 2015 e só tem amor. É ótimo pra ficar lembrando das cenas em que as músicas aparecem.

Passo 5: Por último e mais importante: tome café! Fã que é fã sabe que nas veias das Lorelais não corre sangue e sim café. Pra facilitar a vida o vídeo abaixo ensina como fazer (estilo americano, ou seja, é quase uma bacia de café, rs) pois nunca se sabe, né?

BÔNUS ROUND!

Assistir este vídeo da Marina Smith no repeat (confesso que fiquei emocionada quando vi pela primeira vez)

E aí, mais alguma dica? Deixe nos comentários, vou adorar ler.

Quem vai estar acordada às 6 horas da manhã do dia 25 com a Netflix aberta? o/

Músicas das férias

Apesar dos problemas, algumas coisas legais aconteceram nesse hiatus: comecei séries novas, li coisas maravilhosas e ouvi artistas incríveis.

E pra iniciar de vez essa nova fase do blog, deixo aqui uma playlist que fiz com as 10 músicas/artistas que mais curti nesse tempo.

Uma das coisas que eu mais gosto é indicar coisas. Sério, essa playlistinha tem desda eletrônica belga ao swing carioca (leia com sotaque), passando por música latina e pop italiana.

Tá poliglota essa seleção, gente! Ouça, ouça, ouça!

Fonte: We Heart It

É bom estar de volta

Fonte: We Heart It

Fonte: We Heart It

Após um longo e tenebroso inverno voltei. Diferentemente do que Vinícius escreveu em ‘Eu Não Existo Sem Você’: o poeta só é grande se sofrer, não consegui escrever em meio ao caos que se tornou minha vida.

Tamo 100 porcenta? Não. Mas quero voltar a escrever aqui, porque tenho muito pra falar.

Fugir do ‘e se?’ que meu pensamentos em relação ao blog se tornaram e abandonar a ideia de escrever por obrigação, almejando ganhar dinheiro com o blog. Isso pode acontecer, mas também pode não acontecer.

Esse é o sentimento que me faltava: a vontade de blogar apenas por blogar. Exatamente o que me fez entrar nesse mundo lá em 2010.

Comecei a mudar meus hábitos de consumo e PRECISO compartilhar essas coisas aqui. Esses meses foram transformadores, sério.

Quero voltar a falar da faculdade e de assuntos afins. De livros, bandas, shows, BH, viagens, Pokemon Go!

Muitas coisas legais no mundo aconteceram nesse meio tempo, e coisas nem um pouco legais também.

Não prometo que vou escrever todos os dias, mas espero não desaparecer mais e por tanto tempo. Então é isso.

Resumindo: Gaga aparentemente voltou pro pop e eu voltei pro blog. 😉

E agora, para onde vamos?

O blog vai fazer quatro anos e me dei conta de que nunca contei sobre a origem dele.

Fonte: We Heart It

Todo blog, independente do tema abordado, é em parte subjetivo. Não sou formada em crítica, mas como curiosa e admiradora falo aqui sobre séries, filmes, livros, música e também sobre Belo Horizonte (já que sou nascida e criada na terrinha do pão de queijo, uai).

O nome Devaneios Insensatos surgiu na minha vida num insight. Lembro-me exatamente do momento: o ano era 2011 e eu estava indo à PUC, para resolver um problema relativo ao meu histórico escolar, uma semana das minhas primeiras aulas na faculdade e ali, dentro do ônibus, devaneando (como sempre), me veio a ideia de juntar essas duas palavras. Logo escrevi o nome no bloco de notas do meu Nokia 5310.

Devaneio veio da tradução duma música que ouvia na época, Daydream da Avril Lavigne, e que eu tinha ficado encantada ao descobrir a palavra, o significado e o sentimento que eu conhecia bem, e o Insensato veio de uma novela (que nem assisti) que a pouco tinha estreado, Insensato Coração.

A expressão, naquele momento, virou minha url no Tumblr, que está ativo até hoje, que antes tinha o meu próprio nome, mas eu desejava uma alcunha impessoal.

Esse blog aqui surgiu um ano depois. Para retomar a ideia de compartilhar as coisas que me rodeavam, e que fora abandonada no início de 2011, junto com meu antigo blog, que eu dividia com o meu amigo Gustavo.

Séries, livros, filmes e música sempre foram os meus temas de bate-papo favoritos, e nesse tempo tenho tentado falar aqui sobre isso. Mas nem sempre isso foi possível. Em meio as intemperes da vida e incontáveis hiatus, tento escrever aqui com sinceridade e afinco.

Acompanhe-me aqui nessa jornada pelos meus devaneios, nem sempre insensatos.

Att,
Thayse Menezes (Física frustrada, ourives de coração e jornalista em formação)

23 livros para ler aos 23

Fonte: We Heart It

A pessoa que vos fala completou 23 anos a poucas semanas. Não sou do tipo que alardeia aniversário, mas é sempre uma data interessante. E pensei: por que não um desafio? Então, decidi ler esses 23 livros nos próximos 350 e poucos dias! Em geral leio mais do que isso em um ano, mas decretei que de 2016/2017 esses não passam.

A lista contém alguns clássicos e alguns livros que basearam filmes (as vezes os dois), além de livros de ciência, pois nunca é demais. Eles andavam na minha wishlist a um bom tempo e a escolha foi randômica. Por isso me surpreendi ao ver que não há livros nacionais (mas há em português e latinos).

Os links abaixo das montagens redirecionam para a página do livro no Skoob, uma rede social brasileira onde é possível marcar, classificar e conhecer livros, autores e editoras, além de poder participar de sorteios. Gosto bastante de plataformas para organização, como é essa. Uso a rede desde 2010 (acho), e me ajuda bastante. Aproveite e crie um perfil lá, e me adicione. {não é jabá, é carinho mesmo!}

Vamos à humilde lista.

1A Mulher do Viajante no Tempo | Cartas a Um Jovem Cientista | Fahrenheit 451 | Pássaros Feridos | Ensaio sobre a cegueira

Te Amarei Para Sempre é um dos meus filmes favoritos e a muito tempo adio a leitura do livro que inspirou o filme. Já Pássaros Feridos é um guilty pleasure, uma minissérie americana/ australiana de 1983 reprisada várias vezes pelo SBT. Numa dessas reprises, lá em 2006, a história me pegou.

Após a lista pronta ver apenas um livro originalmente em português me assustou. Mas o que mais me assustou foi perceber que ainda não li nada do Saramago.

2

O Poderoso Chefão | Contos de Imaginação e Mistério | Laranja Mecânica | Uma Breve História do Tempo | Anna Kariênina

Sou formada em Física e nunca li Stephen Hawking. Muitos cientistas consideram Uma Breve História do Tempo uma obra-prima, será entro pra lista dos que o mantêm como livro de cabeceira?

Já li alguns contos do Poe, mas nunca me aprofundei. Acho que já é hora.

3Carrie, a estranha | Drácula | Persuasão | O Grande Gatsby | Assassinato No Expresso Do Oriente

Sou uma pessoa medrosa, até demais, mas Carrie é um filme que eu consegui ver tranquilamente. Acho que seria uma boa oportunidade de conhecer o trabalho do rei do horror fantástico, Stephen King.

Agatha Christie tem fãs fiéis. Alguns livros dela passaram pela minha mão, mas eu deixei eles pelo caminho. Hora de correr atrás do prejuízo.

4As Virgens Suicidas | Wicked | A Bela e a Adormecida | Ensaios sobre o conceito de cultura | Cem Anos de Solidão

Bauman e Gabo: simplesmente necessário.

5O Sol é Para Todos | Psicose | Veinte Poemas de Amor y Una Canción Desesperada

Um livro em espanhol, porque Neruda no original é uma das melhores coisas da vida!

*As montagens deste post foram feitas com as capas dos livros encontradas em sites de livrarias.

Espero conseguir ler todos que proponho e ainda resenhá-los.

E você, já leu algum desses? Conta pra mim suas impressões aqui nos comentários, vou adorar saber.

Bienal de Minas – Uma drag queen no mundo Geek

Começando a maratona de posts (atrasados) da Bienal…

No sábado, 23, rolou uma das atividades mais esperadas do Espaço Geek & Quadrinhos. A youtuber Lorelay Fox, que hoje conta com mais de 130k de assinantes no seu canal Para Tudo, veio diretamente de Sorocaba-SP para conversar com o público da Bienal.

O encontro aconteceu às 11h e foi mediado por Laranja Lima, também youtuber.

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Um dos temas tratados em seus vídeos são as maquiagens – tema que me fez conhecer o canal , já que Danilo, criador da Lorelay tem 11 anos de carreira. Sobrancelhas arqueadas e coloridas, blush, contorno e iluminação marcados e cílios poderosos. Esses são algumas das características do estilo de maquiagem usado por ela.

Com o boom criado pelo seriado americano RuPaul’s Drag Race, de 2009, aqui no Brasil após a entrada do seriado no catálogo da Netflix em 2013, é possível perceber o surgimento de canais no YouTube que tratam de assuntos ligados ao meio.

Caracterizado na maioria dos seus vídeos, Danilo fala de assuntos variados, além da maquiagem, da relação com a família, com outros gays e assuntos NERDs, pois como ele mesmo ressaltou no encontro, assistia Pokemón quando adolescente e hoje em dia é um fã assumido de Hora de Aventura, que era percebido no acessório de cabeça e em alguns bottons que utilizava na bienal.

Em pequena entrevista ao blog, ao melhor estilo Marília Gabriela, pois ela não tinha muito tempo restante em Belo Horizonte, foi possível conhecer um pouco mais dos gostos geeks de Lorelay Fox.

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Thayse Menezes: Quais seu filme favorito de todos os  tempos?
Lorelay Fox: Titanic
TM: Super-heroi(na) favorito?
LF: Nossa, difícil essa… No momento é o Finn (Hora de Aventura), né?
TM: E de quadrinho?
LF: Homem-Aranha, sexy.
TM: Série?
LF: Breaking Bad.
TM: Livro?
LF: Meu livro favorito se chama O Homem que Pensa da Viviane Mosé.
TM: E seu artista visual favorito? (O Danilo desenha muito bem, é possível ver aqui)
LF: O artista que faz as capas do Sandman, Dave McKean.
TM: E seu artista performático?
LF: Difícil essa, heim? Tipo minha drag favorita?
TM: Sim 😀
LF: Essa é bem difícil! Eu acho que é… eu gosto das brasileiras… Nanny People.
TM: Eu vi que você leu livro… (tem vídeo aqui). E o vídeo mais difícil pra produzir? O que você demorou mais tempo para gravar.
LF: Acho que foi os bastidores do Amor e Sexo, pra editar foi o que mais demorou de todos. Tem uns que demoram muito, mais tempo do que eu gostaria, mas aquele deu bastante trabalho.

TM: E a última pergunta. Qual o de tema mais difícil, o que você pensou muito antes de fazer?
LF: Acho que foi o sobre aceitar a sua família, que a gente tem de aprender a entender as pessoas que não entendem a gente. Acho que esse foi o tema mais difícil que eu tratei.

No final desse vídeo é possível ver a galera que foi vê-la na Bienal

Lorelay acaba de lançar seu primeiro livro, onde revisitou a história da Branca de Neve. A publicação, que está em pré-venda, conta com mais quatro autores que recontaram clássicos infantis, recebendo a roupagem LBGTT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). Over The Rainbow é um livro de conto de fadxs.

Eu li: Bear, Bianca Pinheiro

Bianca, carioca que se mudou ainda na infância para o Paraná, começou a publicar no Tumblr a webcomic Bear em 2013. Onde divulga semanalmente o que hoje é possível ver nas edições lançadas em 2014 e 2015 pela Nemo, editora do grupo Autêntica e que lança apenas HQs.

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Com dois volumes publicados, e o terceiro a caminho, Bianca foi anunciada em novembro de 2015 como a mais nova artista a lançar uma graphic MSP, que segundo as redes sociais dela já foi finalizada e entregue. A graphic solo da Mônica sai ainda esse ano.

Mas então o que dizer de Bear?

Leitura do dia #book #hq #booksaddicted

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Raven é um filhote humano (como a própria Bianca descreve) que perdeu-se no meio da floresta. No caminho acaba encontrando um urso, o Dimas. Ele então decide ajudá-la voltar para casa. Juntos passam por diversas aventuras. No volume 1, eles visitam à Cidade das Charadas.

Raven tem um poder mágico, tudo o que ela desenha ganha vida! E isso pode gerar alguns momentos interessantes.

Mas claro, é possível saber o que aconteceu por lá ao adquirir o livro ou lendo pelo Tumblr.

O trabalho gráfico é excelente, quem lê a versão física tem em mãos uma HQ muito bem impressa, num formato que segue o trabalho publicado pela Bianca um ano antes.

Já na versão virtual o leitor é agraciado com gifs que dão vida aos desenhos da pequena.

Uma das páginas mais bem trabalhadas é a 26, onde há uma interação diferente com o leitor. Veja na próxima imagem.

Fonte: BEAR, webcomic

A comic tem referências claras à jogos de videogame, e algumas piadas que mesmo quem não joga vai entender. O volume 1 pode ser encontrado aqui.